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África SubsaharianaArtículosDestacado

África, pantano neocolonial

ÁFRICA, PÂNTANO NEOCOLONIAL…

…DA INÉRCIA À PUTREFACÇÃO!

O império da hegemonia unipolar, aproveitando a conjugação das crises globais sincronizadas com as fragilidades africanas, fragilidades próprias duma ultraperiferia histórica, económica e financeira em estado antropológico de crónico subdesenvolvimento, afundam África num pântano neocolonial do qual vai ser muito difícil sair durante o século XXI… (https://ligadepatriotas.org/articulos/el-coronavirus-y-la-doctrina-del-shock.html).

Não é de admirar, pois o plasma da globalização neoliberal no clímax do império está a induzir as contradições existenciais no âmago do próprio estado dos Estados Unidos: conforme se constata no ambiente que se sulfuriza nas actuais eleições presidenciais, quando o estado é de facto tratado como a primeira das vítimas sacrificadas à sede do exaustivo pico de lucro que fundamenta a razão de ser da aristocracia financeira mundial na sua mais atroz barbaridade, acaba-se por subverter de tal modo a democracia que ela entra em metamorfose, assumindo-se na mais cruel tirania neonazi! (https://www.resistir.info/vltchek/america_apocaliptica.html; https://www.resistir.info/eua/rev_colorida_17jun20.html; https://www.facebook.com/permalink.php?id=106712750703305&story_fbid=195892305118682; https://actualidad.rt.com/actualidad/364892-matar-tiros-persona-enfrentamientos-portland?utm_source=browser&utm_medium=push_notifications&utm_campaign=push_notifications; https://isgp-studies.com/conservative-cia-network).

A doutrina Rumsfeld-Cebrowski choca com a doutrina Trump e o “estado profundo”, face o relativo impasse, continua ainda a ser o vector para os relacionamentos externos, disso se aproveitando o Secretário de Estado Mike Pompeo e seu dilecto Conselheiro, Francis Fanon! (https://www.voltairenet.org/article205788.html).

Assim em África o império tornou-se reitor dos contraditórios em carne viva, explorando a seu bel-prazer a contradição milenar entre culturas de sinal nómada e de sinal sedentário sobre os retalhos da Conferência de Berlim e com um não declarado redesenhar do mapa político do continente. (https://frenteantiimperialista.org/blog/2019/04/28/africa-da-inercia-a-catastrofe/).

Por via da “Coligação” de carácter feudal que forjou com Israel e monarquias arábicas no Médio Oriente Alargado e a partir dela, o império agregou tacitamente o fundamentalismo islâmico sunita/wahabita às culturas de nomadização africanas a fim de estimular os contraditórios hereditários em todo o continente, justificando com isso a sua própria presença dominante e avassaladora por via do estendal de suas próprias opções de inteligência, militares, económicas, financeiras, mediáticas e culturais, em reflexo aliás “do que lhe vai na alma”! (http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/internacional/2019/8/38/MNE-iraniano-questiona-coligacao-dos-EUA-para-resolucao-pacifica-Medio-Oriente,fbbc9606-8971-49df-b411-70405da06c31.html; https://www.abrilabril.pt/internacional/coligacao-liderada-pelos-eua-prossegue-campanha-de-bombardeamentos-na-siria).

A sua força catalisadora que desde o choque-holocausto do Ruanda (1994) leva por arrasto os seus vassalos da NATO e de outras instituições atlantistas e internacionais, reforça os dispositivos tentaculares do polvo em que se vai tornando o AFRICOM, de modo a disseminar todo o tipo de transversalidades que prendem África aos grilhões do pântano neocolonial em que se encontra!… (https://survie.org/publications/les-dossiers-noirs/article/l-etat-francais-et-le-genocide-des-tutsis-au-rwanda; https://www.voltairenet.org/auteur122722.html?lang=pt).

África está a passar, com sangue, suor e lágrimas, da inércia à putrefacta decomposição!

A situação agravou-se profundamente depois de vencida a resistência de Kadafi em 2011, na Líbia!

 

01– Em África, conforme os exemplos da Argélia e da África do Sul, nem o que restou da luta armada de libertação nacional tem força para escapar a esse pântano, cujas tenazes se vêm multiplicando sem vislumbre duma verdadeira alternativa! (http://paginaglobal.blogspot.com/2016/12/de-argel.html).

A Argélia está dependente do petróleo e do gás, debaixo da subserviente obrigatoriedade do Dólar dos Estados Unidos e do Euro da União Europeia, sob domínio dos mais conservadores e neoliberais expedientes capitalistas da aristocracia financeira mundial em ambas as margens do Atlântico Norte e dum “mercado” que reage a contento desse plasma, um “mercado” cujas raízes mergulham na transformação do feudalismo para o capitalismo e encontra África em pleno subdesenvolvimento (tanto nas culturas nómadas, como nas culturas sedentárias)…(https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/18-anos-de-excremento-do-diabo.html; https://www.youtube.com/watch?v=n2ejGEEzhJk).

A África do Sul está filtrada, com todos os aproveitamentos de superestruturas ideológicas cristão-fundamentalistas e particularmente desde os tempos do império britânico de que Cecil John Rhodes foi arquiteto e mentor, pelos expedientes elitistas de vocação inerente ao Partido Democrata dos Estados Unidos, indexados à indústria mineira redundantes do passado colonial, impactantes pelo miolo do continente africano adentro (trilha do Cabo ao Cairo), tendo desde então como eixo inspirador os carteis do ouro, da platina, dos diamantes, do estanho e do cobre; por isso a África do Sul é um vulcão social meio adormecido, que por vezes pode despertar em trágicas explosões… (https://paginaglobal.blogspot.com/p/o-vulcao-sul-africano.html; https://paginaglobal.blogspot.com/2020/07/memoria-quatro-dum-sempre-actual.html).

Ao citar esses dois países exponenciais de África, situo as duas plataformas norte e sul do meridiano de Argel ao Cabo, o meridiano no qual, em 30 anos do século XX (da década de 60 à década de 90), se travou a tão legítima luta armada de libertação nacional, arrancando ao colonialismo e ao “apartheid” a autodeterminação que era negada aos povos africanos, em especial os situados a sul da linha da frente informal que se distendeu de Dar es Salam (Tanzânia), a Brazzaville (República do Congo). (http://paginaglobal.blogspot.com/2016/12/de-argel.html).

Se as coisas se passam assim entre expoentes, pelo miolo continental o subdesenvolvimento crónico e todo o tipo de processos de tensão, conflito, caos e desagregação, uns semeados desde a Conferência de Berlim, outros derivados dos factores antropológicos e históricos do próprio continente, implicam efeitos de ordem geométrica em termos de fragilidades e de vulnerabilidades dos povos africanos, em especial os do “interior profundo”, tendo como referência maior o da placa central da República Democrática do Congo, que se implanta precisamente na bacia do segundo maior pulmão tropical do globo, a ocidente dos Grandes Lagos… (https://rebelion.org/mobutu-sese-seko-el-rey-de-los-ladrones/; https://www.youtube.com/watch?v=od8nltB1A6c; https://www.youtube.com/watch?v=bMqjavvgHLQ; https://www.youtube.com/watch?v=3Zr957sXzyk; https://www.youtube.com/watch?v=ktzqV_DTVkE; https://www.youtube.com/watch?v=kSEaTQMI5AA).

Na RDC, apesar das potencialidades e possibilidades nos termos de segurança vital, os processos integradores são rarefeitos e predominam os processos devassos da desagregação ao sabor do caos implantado pelos contraditórios em que se rege o império do capitalismo financeiro, disseminador do desastre; sob o ponto de vista económico e financeiro para a RDC são várias as capitais: Kinshasa, Kampala, Kigali e até Bujumbura (nos Kivus está, pel saque e como exemplo, a explicação dos “êxitos” económicos e financeiros da administração do Presidente Paul Kagame)!

A África do Oeste (https://survie.org/publications/4-pages/article/la-francafrique-le-plus-long-scandale-de-la-republique; https://www.defense.gouv.fr/operations/barkhane/dossier-de-reference/operation-barkhane) está contaminada no paralelo do Sahel (https://survie.org/themes/militaire/lutte-contre-le-terrorisme/article/macron-en-mauritanie-pour-parler-securite-au-sahel-la-france-fait-pourtant; https://www.youtube.com/watch?v=sYWHPJivApU; https://www.youtube.com/watch?v=iqL0FMwOVhM; https://www.africom.mil/pressrelease/33078/military-equipment-enables-the-g5-joint-force) e agora, com o artificial “enlace” de Israel com os Emiratos Árabes Unidos na ilha iemenita de Socotra, junto à costa da Somália, (https://southfront.org/uae-israel-plan-to-create-intelligence-bases-on-socotra-island/) o Leste do continente a sul da Somália não vai ter melhor sorte, sendo de esperar que a jihad que se encontra já na fronteira da Tanzânia com Moçambique (em trno do curso do Rovuma) na mesma altura em que se aprestam algumas transnacionais à extracção de gás “offshore” em Cabo Delgado, possa avançar até à África do Sul… (https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/a-jihad-global-chegou-a-mocambique; https://sol.sapo.pt/artigo/685604/a-misteriosa-insurreicao-jihadista-em-cabo-delgado; https://www.iese.ac.mz/wp-content/uploads/2019/09/cadernos_17.pdf?fbclid=IwAR3Vuw7_zVkv8erKBxqg8yP2h4FVQprdwEvR6Q3Wwo1HhTpUuLPNeE0SVAU; https://southfront.org/isis-continues-steady-expansion-in-mozambique-video/; http://www.hispantv.com/noticias/nigeria/475485/muertos-boko-haram-ataque-terrorista).

 

02- África, em função da instalação do pântano neocolonial, tem-se perdido a oportunidade de melhor entender a aproximação à República Popular da China, aproximação essa que devia ser basicamente reflectida como feita por um ente que também sofreu na carne a barbaridade colonial seguida da ocupação do império nipónico. (https://thediplomat.com/2020/08/chinas-never-again-mentality/; https://www.globalresearch.ca/nao-e-a-china-mas-o-mundo-ocidental-quem-deve-ser-definido-como-verdadeiro-homem-doentio/5709000).

A Revolução Cultural que começou há 70 anos na China, possibilitou um salto desde um estado de subdesenvolvimento e torpor a que o povo chinês não pretende mais voltar, o que permitiria uma outra sincronização de esforços África-China. (https://www.resistir.info/p_escobar/china_24ago20.html).

Tendo em conta os espelhos dominantes externos, sobretudo por via dos impactos do “soft power” atlantista manipulado pelo império, por efeito das crises sincronizadas, a reciprocidade China-África vai continuar a estar em causa, apesar de em tempo de pandemia haver uma recuperação nas tendências por que o homem começou a ficar, para uns e para outros, no centro de todas as atenções. (http://portuguese.xinhuanet.com/2019-12/29/c_138664411.htm; https://paginaglobal.blogspot.com/2020/05/sobreviver-no-seculo-xxi.html; https://www.youtube.com/watch?v=c5_qogIOvFk; https://www.youtube.com/watch?v=XQko-fsDBiA).

Há também que não perder de vista os resquícios contraditórios inerentes à própria China, projectados a partir das placas financeiras de Hong Kong e (menos) de Macau, que se aproveitam de “um país, dois sistemas” (é o caso, por exemplo, do China International Found, do grupo “88 Queensway”, do clã de Stanley Ho que tanta influência gerou no Partido Socialista Português, de Sam Pa…)… (https://www.uscc.gov/research/88-queensway-group-case-study-chinese-investors-operations-angola-and-beyond; https://www.ft.com/content/a95e8252-f015-11e4-ab73-00144feab7de; https://www.dw.com/pt-002/neg%C3%B3cios-da-china-com-cunho-angolano/a-6648933).

A placa financeira de Hong Kong portou-se como um híbrid, respondendo a vários circuitos internacionais de interesse, de conveniência e desvirtuando os relacinamentos da China para com África, o que justifica o actual quadro de medidas que estão a ser tomadas pela RPC em relação a Sam Pa, ao grupo “88 Queensway” e a Hong Kong, num evidente choque que estimulou, da parte da “democracia representativa” a “revolução colorida” dos “chapéus-de-chuva”!… (https://en.wikipedia.org/wiki/Sam_Pa; https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/2016-09-05-hong-kong-lideres-da-revolucao-dos-chapeus-de-chuva-chegam-pela-primeira-vez-ao-parlamento/; https://expresso.pt/internacional/milhares-de-chapeus-de-chuva-abertos-em-hong-kong-assinalam-um-mes-de-luta-pela-democracia=f895641; https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/07/03/interna_internacional,1162374/apesar-das-criticas-pequim-reforca-o-controle-sobre-hong-kong.shtml; https://www.publico.pt/2020/07/08/mundo/noticia/novo-gabinete-seguranca-pequim-hong-kong-autonomia-autoridade-ja-operacional-1923663).

Os enlaces da China com a África do Sul (que faz parte dos BRICS) e com a Etiópia (com a sede da União Africana em Adis Abeba), contraria o fustigar atlantista sob os auspícios do império da hegemonia unipolar, que no entanto se nutre de condimentos militares e de inteligência para seus projectos de atracção e domínio, numa altura em que a cenoura tende a ficar raquítica e o pau mais vigoroso graças à proliferação das redes fundamentalistas islâmicas na direcção da África Austral. (https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Poder-e-ContraPoder/O-papel-da-China-na-africa-imperialismo-ou-cooperacao-/55/45139; https://www.dw.com/pt-002/covid-19-influ%C3%AAncia-da-china-em-%C3%A1frica-aumenta-em-tempos-de-crise/a-53235979; http://portuguese.xinhuanet.com/2019-06/28/c_138182025.htm).

É sintomática a relativa crise na aproximação entre a Nigéria e a RPC antes da eclosão da pandemia, sob influência do “soft power” anglo-saxónico, que se deve levar em especial consideração e referência, tendo em conta o peso da Nigéria na linha da costa Atlântica de África e particularmente no Golfo da Guiné. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_entre_China_e_Nig%C3%A9ria; https://www.businessamlive.com/nigeria-china-relations-fg-calls-for-value-addition-to-address-trade-imbalance/; http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/china-e-africa-em-cimeira-extraordinaria-contra-a-pandemia).

É evidente que a crispação resulta também do tipo de contraditórios que a presença do Boko Haram gerou em torno do escolhido fulcro do seu impacto, não por acaso o Lago Chade! (https://frenteantiimperialista.org/blog/2019/08/23/un-mar-de-muerte/; https://www.youtube.com/watch?v=kmNSKwmRaJE; https://www.youtube.com/watch?v=ThWyhnT417U; https://www.youtube.com/watch?v=X9VsuMggpmU).

 

03– A transversal atlantista do petróleo e do gaz, com transnacionais vinculadas ao império da hegemonia unipolar que varrem a própria OPEP, tem históricos arraiais na Argélia e na Líbia, assim como, mais a sul, na Nigéria e em Angola, entre outros pequenos produtores do Golfo da Guiné. (https://www.globalresearch.ca/os-agressores-sao-agora-os-responsaveis-pela-soberania-da-libia/5701235).

A manipulação dos preços do barril em função do encadeado de crises, tal com acontece com os preços de outros produtos básicos minerais e agrícolas, atira também os produtores africanos para os braços da fragilidade e da vulnerabilidade. (https://oilprice.com/; https://paginaglobal.blogspot.com/2020/02/18-anos-de-excremento-do-diabo.html).

Isso é em parte explicado por aqueles que segue a visão keynesiana de interpretação, que ao esmiuçar alguns contraditórios internos do sistema capitalista, por outro lado não deixam de fazer referência às causas da inflacção das moedas africanas. (http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/jose-cerqueira-a-saida-da-crise-passa-por-encarar-de-frente-a-luta-contra-a-inflacao).

Todavia, a questão principal no sul global é que além do mais o imperialismo da hegemonia unipolar é um amplo processo cultural com múltiplas implicações, entre elas as de natureza “soft power”, que não podem ser reduzidas a uma interpretação economicista, mesmo uma interpretação keynesiana, não só por que o homem não se reduz ao “homem económico”, mas por que o grau de domínio em todos os capítulos da vida, é avassalador e tem sido imposto, com mais ou com menos persuasão, com mais ou com menos impactos culturalmente desequilibradores, durante décadas, sem levar em conta a qualidade agravada de subdesenvolvimento dos povos africanos, os seus modos de produção e os seus modos de vida, tudo o que se reflecte na superestrutura mental do indivíduo e do colectivo africano. (https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10246029.2016.1225588?scroll=top&needAccess=true&journalCode=rasr20; https://www.globalresearch.ca/parlamento-coeso-sobre-as-missoes-neocoloniais/5719381; https://www.thedefensepost.com/tag/task-force-takuba/).

Os africanos, os povos africanos, nesse sentido continuam a ser violentados e oprimidos: estão a perder o pé nas culturas ancestrais e estão longe de consolidar um patamar que permita equilíbrios mentais numa cultura renascentista ao nível dos exigentes padrões do século XXI, até por que o domínio do império da hegemonia unipolar recorre às novas tecnologias que, devido à ingerência e à manipulação, são um constante instrumento de desequilíbrio e de desarticulação, quando tanto se precisa de integração! (https://frenteantiimperialista.org/blog/2019/06/23/la-dialectica-como-arma-geoestrategica-del-imperio-de-la-hegemonia-unipolar/).

A desarticulação é de tal ordem que o desenho colonial estabelecido na Conferência de Berlim está já em causa no Sudão, na Somália, na Etiópia/Eritreia, na RDC, na República Centro Africana, na Líbia, no Mali, em Moçambique… e tudo isso é feito com a presença de cada vez mais militares do sistema NATO/AFRICOM, (https://www.africom.mil/pressrelease/33002/africom-commander-talks-security-partnerships; https://apps.dtic.mil/dtic/tr/fulltext/u2/a476812.pdf; https://www.defense.gouv.fr/operations/barkhane/breves) de outas organizações internacionais para o efeito “filtradas” (como acontece com a Organização das Nações Unidas em todas as suas “missões”http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/eua_deixam_de_financiar_missoes_da_onu_em_africa; https://news.un.org/pt/story/2017/06/1587331-missoes-da-onu-fundamentais-para-paz-em-africa-diz-embaixador-portugues; https://www.janusonline.pt/arquivo/popups2010/2010_3_3_6.pdf), ou de mercenários da nebulosa das empresas privadas de protecção, segurança e intervenção, quase sempre enredadas por capitais de interesses económicos e financeiros impactantes, particularmente as conectadas às transnacionais de extracção de matérias-primas (petróleo, gás e minerais). (https://www.youtube.com/watch?v=tiRveuwTqWo; https://www.youtube.com/watch?v=faOnRGPewdI; https://frenteantiimperialista.org/blog/2020/08/20/mali-show-must-go-on/; https://rebelion.org/mali-un-pais-a-medio-incendiar/;https://rebelion.org/terrorismo-una-razon-para-subsistir/; https://www.youtube.com/watch?v=YhRg3DGq6u4; https://www.youtube.com/watch?v=VoQAxQgevEA; https://southfront.org/mozambique-militants-seize-key-town-close-to-billion-dollar-gas-projects-development-site/ ).

O continente africano desde a década de 60 do século XX que experimenta a acção de empresas mercenárias (“private militar companies”) estimuladas pelos interesses extracontinentais que investiram na indústria extractiva… (https://medium.com/smartaim-tech/war-for-money-leading-private-military-companies-of-the-world-eab9f9fe2de8; https://frenteantiimperialista.org/blog/2018/07/08/la-guerra-psicologica-del-imperio-de-la-hegemonia-unipolar-en-africa/).

As primeiras experiências incidiram propositadamente sobre a plataforma fulcral do Congo de tal modo que o regime neocolonial de Mobutu assentava sobre os conceitos mercenários que se estenderam por implícita cultura do império desde o assassinato de Patrice Lumumba! (https://paginaglobal.blogspot.com/2020/04/a-vulnerabilidade-cronica-e.html).

As “guerras assimétricas”, inclusive os moldes contemporâneos da guerra psicológica, bebem dessas origens… (https://ligadepatriotas.org/articulos/guerra-no-convencional-y-estrategia-de-amplio-espectro.html; https://ligadepatriotas.org/articulos/guerra-no-convencional-y-estrategia-de-amplio-espectro–parte-ii.html; https://frenteantiimperialista.org/blog/2020/08/22/por-que-la-desaparicion-del-profesor-carlos-lanz-rodriguez/?fbclid=IwAR2sbxeFLuykAx_SAyQRVf9EsCLyeYV6UU4DzVNTNgXI4XtmMMW0Mk3T_eU)

As esferas mercenárias estendem-se agora a todos os tentáculos do poder dominante!… (https://www.resistir.info/eua/roberts_video_18ago20.html; https://www.paulcraigroberts.org/; https://www.thegatewaypundit.com/2020/08/infowars-reporter-millie-weaver-arrested-weekend-shortly-releasing-shadowgate-new-documentary-social-media-psychological-warfare-used-american-public/).

Tanto pior em África que está longe de se aperceber minimamente da capacidade que se desprende do poder popular integrado, solidário, socialmente justo e resistente!… (https://www.youtube.com/watch?v=MhU_EP4EQOk&pp=wgIECgIIAQ%3D%3D&feature=push-fr&attr_tag=vOWkXFOTwjNkwUlX%3A6).

É assim também que por tabela subsiste o colonialismo de Marrocos no Sahara, que tira partido do redesenhar acelerado do próprio continente face aos impactos de caos, terrorismo, mercenarização e desagregação! (http://jornaldeangola.sapo.ao/reportagem/o-fim-do-colonialismo-em-africa-so-em-1980-foi-libertado-o-ultimo-pais#foto; https://paginaglobal.blogspot.com/2020/08/o-jornal-de-angola-torna-se-marroquino.html; https://www.plataformacascais.com/plataformacascais/component/tags/tag/angola.html).

A democracia representativa em África tem sobre si uma “espada de Dâmocles” mental resultante da cultura recheada de caóticas contradições imposta pelo império da hegemonia unipolar: ela acaba por ser um artifício de equilíbrio muito difícil para qualquer tipo de poder colocado sobre o arame do subdesenvolvimento, um arame atiçado pelos ventos da globalização neoliberal com todo o seu cortejo de mercenários! (https://www.dw.com/pt-002/cresce-o-n%C3%BAmero-de-mercen%C3%A1rios-em-%C3%A1frica/a-47992753; https://paginaglobal.blogspot.com/2020/07/memoria-cinco-dum-sempre-actual.html).

 

04– Por dentro dos processos de desagregação, o império impulsiona o seu estiolado modelo de “democracia representativa”, dividindo em poderes executivo, legislativo, judicial e mediático, aumentando a carga de fragilidades e vulnerabilidades que colocam África à mercê dos interesses e conveniências extracontinentais, sem dar espaço à legítima participação e protagonismo das organizações sociais autóctones para além das leituras controladas que lhe são afins.

A cenoura da democracia é uma cenoura raquítica, enganosa e alienadora num ambiente global em que o poder se concentra em torno de 1% da humanidade, fazendo tudo para que não haja a veleidade de qualquer outra alternativa.

A tensão entre império de hegemonia unipolar e o protagonismo dos emergentes ávidos de multilateralismo e de paz, reflecte-se em acréscimo, ainda que de forma esbatida (em função das transversalidades típicas dos exercícios “soft power”).

Os enlaces África-China surgem assim num ambiente difuso, filtrado pelos tentáculos de inteligências externas ao continente, lançando ainda mais ilusão, alienação, diversão, confusão e desagregação, ou seja: mesmo que haja vias abertas de integração, elas não deixam de ser alvo de flagelamentos mentais e físicos de natureza desagregadora de toda a ordem…

O objectivo é só um para o império da hegemonia unipolar: tornar África num opressivo pântano neocolonial!

 

Luanda, 1 de Setembro de 2020.

(Referencia: ISIS Conducts Second Large And Successful Attack In Cabo Delgado Province Of Mozambique)

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