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Tambores de exclusividad y exclusión, tambores de guerra. Martinho Júnior

 

TAMBORES DE EXCLUSIVIDADE E EXCLUSÃO, TAMBORES DE GUERRA.

A RÚSSIA COMEÇOU A ASSUMIR A SUA IIª GRANDE GUERRA PÁTRIA.

A hegemonia unipolar acicatada pela Rand Corporation e tendo como núcleo duro a colecção de “straussianos” que assumiram o controlo do miolo do Partido Democrata desde a administração de Bill Clinton, continua a impulsionar os seus instrumentos de exclusividade, indiferente à Iniciativa de Segurança Global lançada pela República Popular da China.

Para esse grupo de elite da aristocracia financeira mundial, vale tudo menos a Carta da ONU, desde a russofobia, às regras de domínio e de exclusividade que tenta fazer todos cumprir, até à barbaridade do “apartheid global”!

Em consequência, a perspectiva de escalada de tensões na Europa manifesta-se no presente e no horizonte imediato, podendo alastrar o contencioso desde a Ucrânia, alvo da libertação levada a cabo pelos povos ucraniano e russo de há cerca de dois meses e meio a esta parte…

Ao invés de pôr fim à sua própria arrogância “exclusiva”, a hegemonia unipolar não só não busca a paz por via do diálogo e busca de consensos, como pelo contrário lança mais armas nas mãos dos neonazis ucranianos e dos mercenários afins.

O zombi-híbrido UE/NATO, está instrumentalizado de tal forma, que funciona “automaticamente”, como um contundente ariete na tentativa de desequilibrar ainda mais a segurança comum em toda a região ocidental da EurÁsia, enquanto se elaboram planos para que a NATO se torne num alargado instrumento global veículo de barbárie, capaz de no extremo oriente, entrar em efervescência na tentativa de impedir a unidade da República Popular da China e, por tabela, a integração em curso da emergência multilateral.

Na Federação Russa, a mobilização popular numa perspectiva de IIª Grande Guerra Pátria já começou e os primeiros voluntários russos, provenientes de todo o seu imenso espaço nacional, já chegaram à frente de luta armada em Izyum …

 

O 1º MÊS DA LUTA ARMADA DE LIBERTAÇÃO NA UCRÂNIA.

Dias antes da programada ofensiva ucraniana sobre as Repúblicas Populares de Donetzk e Lugansk, no momento em que as Forças Armadas Ucranianas concentraram o grosso de suas unidades na área operacional do leste da Ucrânia em prontidão para o ataque, a 24 de Fevereiro de 2022, no imediato seguimento do reconhecimento das independências por parte da Federação Russa, as Forças Armadas Russas juntaram-se às milícias populares desencadeando a libertação dos povos ucraniano e russo da ameaça neonazi parida pela hegemonia unipolar desde o golpe de estado de há 8 anos, em Euro Maidan, Kiev…

No primeiro mês as forças de libertação coligadas impulsionaram-se até às imediações da capital e da segunda cidade do país, Cracóvia, numa manobra de diversão tendente a fixar nelas grande parte do efectivo neonazi:

  • Dominaram desde logo o espaço aéreo de todo o país isolando-o de interferências de qualquer ordem interna ou externa;
  • Dominaram também desde logo os mares circundantes (norte do Mar Negro), com incidências sobre os bloqueados portos principais como Odessa, Ochakiv, Mikolaiv e Kherson, (a ocidente da Crimeia), assim como Berdiansk e Mariupol na costa do Mar de Azov (a oriente da Crimeia), ao mesmo tempo que tomavam a Ilha das Serpentes, a sudoeste de todo o dispositivo naval articulado a partir de Sebastopol, sede da Frota Russa do Mar Negro;
  • Alargaram os territórios libertados a norte (a partir da Bielorrússia e da Rússia), leste (a partir das Repúblicas Populares) e a sul (a partir da Crimeia).

Todo esse arranque da luta armada de libertação foi considerado pela hegemonia unipolar como uma “guerra de invasão”, na sequência da tábua-rasa que decidiram em relação a toda a legitimamente justa argumentação da Federação Russa, que chamou a atenção sobre o embuste do alargamento da NATO a leste desde a reunificação da Alemanha e o fim do Pacto de Varsóvia em 1991, pondo cada vez mais em causa a segurança comum de toda a Europa.

A agressão neonazi no leste da Ucrânia, passou a ser a “cereja em cima do bolo” no projecto do Pentágono e da NATO, ao impor suas regras de domínio unipolar!

A hegemonia unipolar não só se preparava para integrar a Ucrânia neonazi construída artificialmente desde o golpe de estado de Euro Maidan em 2014, como também pretendia que a Ucrânia voltasse a ser uma potência nuclear e plataforma de armas hipersónicas que permitissem atingir Moscovo, sem qualquer possibilidade de tempo para eventuais medidas de defesa e protecção da capital russa!

Por essa razão as centrais nucleares ucranianas foram consideradas como alvos prioritários na primeira fase da luta armada de libertação, tal como aeroportos, radares, comunicações (a cadeia de comando das Forças Armadas Ucranianas e a dos regimentos neonazis), assim como as concentrações de material de guerra e efectivos!

A russofobia já fazia curso livre (a prova está de nunca ter havido qualquer progresso no Acordo de Minsk, sempre torpedeado pelo regime instalado à força em Kiev e pelo próprio “hegemon” unipolar) e perante a operação especial que se iniciava, passou-se da russofobia para a forja dum autêntico “apartheid global” provocando a bipolaridade dilaceradora do Sul Global, que está em curso!

 

DESDE O INÍCIO DO 2º MÊS, A LIBERTAÇÃO DO DONBASS E A SEGURANÇA DA CRIMEIA.

Instalados os sensores essencialmente a leste do rio Dniepre, mas sem descurar a vigilância em profundidade sobre todo o território ucraniano, as forças coligadas reagruparam-se a fim de se vocacionarem pela libertação prioritária de todo o Donbass.

Os neonazis ucranianos estavam em massa concentrados nessa região, a leste do rio Dniepre, na espectativa de se lançarem contra as Repúblicas Populares que haviam surgido por haverem rejeitado o golpe de Euro Maidan.

Por lá, contra os que eles consideravam sem apelo nem gravo de “separatistas” ou “rebeldes” (sempre a presença da exclusão, da divisão artificial e do ódio) construíram no seu sistema defensivo, autênticas fortalezas subterrâneas com imensos sistemas de trincheiras, a partir das quais iriam realizar a irradiação dos seus propósitos que incluíam a invasão da Federação Russa, até ao rio Don!

A manobra todo-o-terreno por parte das forças coligadas de libertação passou a ser assim desde finais de Março de 2022:

  • A norte, diminuição da pressão armada sobre Kiev e Carcóvia enviando o grosso dos efectivos da operação especial para o leste da Ucrânia;
  • A nordeste, a concentração na linha de Iryum, com vista a assumir os territórios dos Oblasts de Lugansk e Donetsk ainda em falta nas direcções de Slaviansk e Kramatorsk;
  • A leste o reforço das milícias populares, de forma a expandir a progressão para oeste (até à cidade de Dniepre), na retoma de todo o Donbass até ao rio Dniepre, tendo como batalha principal a tomada do bastão neonazi de Dniepropetrovsk;
  • A sul o alargamento da segurança da Crimeia para leste (Berdiansk e Mariupol), norte (Zaporzhizhia) e oeste (pelo menos até Kherson, na linha em direcção a Odessa).

Nesta fase passaram a haver linhas de penetração em profundidade norte-sul e sul-norte, isolando passo a passo os territórios das fortalezas subterrâneas dos neonazis no momento em que elas já pouco se podem movimentar, num sistema em rede que se está a compor à força de combates incessantes, uma vez que, com a cadeia de comando desestruturada, sem recursos de logística, nessas fortalezas a resistência vai-se exaurir até à completa asfixia e neutralização.

A primeira grande bolsa de resistência agora em fase final de asfixia (que serve de exemplo desse tipo de movimentos táticos), foi a de Mariupol, pois aquela cidade pertencente ao Oblast de Donetsk, havia-se tornado na sede do “batalhão Azov”, um dos mais acérrimos componentes neonazis do regime instalado à força em Kiev em função do golpe de Euro Maidan!

O “batalhão Azov” perdeu efectivos, perdeu território, perdeu finalmente todos os escudos humanos civis e, em desespero de causa, ocupou os bunkers da fábrica Azovstal, seu último reduto no sudeste da Ucrânia onde, ou se rendem, ou acabarão por morrer devido ao esgotamento logístico, material e psíquico.

Os bunkers de Azovstal podem-se tornar nas tumbas dos neonazis do “batalhão Azov” no seu derradeiro combate em Mariupol e para tal, basta tapar com betão todos os respiradouros e entradas dos dispositivos subterrâneos já completamente identificados, ou então queimar pneus nas aberturas!

A NATO sabe disso, mas da mesma forma bárbara em que se habituou, persiste em que não haja rendição nessa situação extrema, de onde não vai haver mais saída!

Por todo o Donbass, à medida da instalação do sistema de pressão em rede, a artilharia, os mísseis e os ataques das Forças Aeroespaciais, estão a provocar grandes perdas às Forças Armadas Ucranianas, perdas essas conjugadas a ataques devastadores sobre o sistema de alimentação eléctrica das ferrovias, sobre algumas pontes ferroviárias, sobre todo o tipo de postos locais de comando, sobre depósitos de combustível e de material militar, defesas antiaéreas, unidades de exploração de drones…

Desmilitarizar e desnazificar obriga a neutralizar toda a estrutura por onde flui não só a operacionalidade, mas também todo o suporte logístico.

Até este fim-de-semana o escudo humano que retinham em Azovstal foi exaurido, com os últimos civis a conseguirem sair da armadilha e a serem colocados em lugares fora da região de combate; agora já não há mais civis a servirem de escudo, ou de qualquer outro pretexto, em Azovstal!

Enormes quantidades de material de guerra ofertado pelos componentes da NATO às Forças Armadas Ucranianas, estão a ser destruídas, ou confiscadas, enquanto no espaço aéreo, continuam a ser derrubados diariamente aviões, helicópteros e drones de todo o tipo…

À medida da diminuição drástica da capacidade militar, assim as forças armadas de libertação do Donbass vão progredir no terreno e as pequenas vitórias dessa progressão-asfixia, já estão a ocorrer!

 

A LUTA ARMADA DE LIBERTAÇÃO NA UCRÂNIA E O SEU HORIZONTE PRÓXIMO.

Continuando a não considerar as propostas que levam em consideração a necessidade de segurança comum em relação à Federação Russa, continuando a escalada da propaganda da russofobia e enveredando pela opção dum “apartheid global” em relação às vias da emergência multilateral disseminadas por todo o Sul Global eminentemente Não-Alinhado, os componentes do zombi-híbrido UE/NATO, não só tentam fornecer massivamente armas aos neonazis ucranianos, com o objectivo enunciado de “desgastar a Rússia”, como também dão sinais de penetrar em territórios para dentro das linhas vermelhas russas:

  • A Polónia, membro da NATO, pode a qualquer momento invadir o oeste da Ucrânia, a pretexto de ajudar os neonazis;
  • A Roménia, membro da NATO, pode a qualquer momento cooptar, ou mesmo invadir a Moldávia, de forma a tentar neutralizar a Transnístria e reforçar o dispositivo neonazi ucraniano em Odessa!
  • A NATO reforça seus dispositivos de intervenção e choque nos países Bálticos, na Polónia, na Eslováquia e na Roménia, de forma a incentivar qualquer provocação na direcção leste, sob qualquer esfarrapado pretexto;
  • A NATO procura cooptar a Finlândia e a Suécia até agora neutros, de forma a colocar mais ameaças sobre a Rússia;
  • A esmagadora maioria dos componentes da NATO continuam a fornecer logística militar à Ucrânia, sem levar em conta os sucessivos avisos da Federação Russa em relação a esse tipo de iniciativas, quando essa decisão pode contribuir para uma rápida deterioração de tensões.

A intensidade da confrontação, já no quadro da mudança de paradigma, dá todos os sinais de vir a aumentar, com a Polónia e a Roménia a assumirem-se a curto prazo como a segunda linha da provocação no reforço do espectro neonazi!

O oeste da Ucrânia pode vir a assistir, sob pretexto da unidade polaco-ucraniana ou outro qualquer pretexto, à entrada das Forças Armadas da Polónia, que passarão a alvo da coligação que se propõe à luta de libertação;

A sudoeste, a Roménia se cooptar a Moldávia, pode fazer reabrir a oeste a frente da Transnístria, que está a ser alvo de provocações sucessivas por parte dos neonazis a leste.

Assim sendo a curto prazo, a dilatação da progressão da coligação de libertação seguindo a costa do Mar Negro até à fronteira da Ucrânia com a Roménia começa a ganhar conteúdo a oeste do Donbass e da Crimeia…

A partir de Kherson as localidades de Mykolaiv, de Ochakiv e de Odessa, de leste para oeste, podem rapidamente passar a ser alvos diletos, por que as forças coligadas para socorrerem a Transnístria vão ter de operar por terra e isso torna-se por si uma obsessão para o “hegemon” unipolar e para o zombi-híbrido UE/NATO.

Sobre a mesa, numa épica luta pela sobrevivência, a Federação Russa vai responder com a mobilização massiva de seus recursos (já em início) e com a ignição da libertação de toda a Europa, contando com a progressiva resistência dos povos europeus face às suas avassaladas oligarquias e aos instrumentos ao dispor do Pentágono e da NATO que os vão tentar sacrificar, inclusive como “carne para canhão”!

O espetro económico, financeiro, sociocultural e sociopolítico vai comportando já alguns indicadores nesse sentido pois para além do mais, há o “efeito boomerang” dos sucessivos pacotes de sanções, numa alucinante geometria variável, carregada de nuances e contraditórios!

É também com isso que a emergência multilateral Não-Alinhada está a contar, pois a unidade dentro do zombi-híbrido UE/NATO é já impossível em muitas das suas linhas de conduta, nos termos padronizados pela exigência da hegemonia unipolar, sem que hajam elevados custos e perdas cada vez mais consideráveis, algo que se vai juntar à progressiva deterioração dos espectros das moedas como o dólar, a libra e o euro.

Os tambores da exclusividade e exclusão, autênticos tambores de guerra quando nunca houve descolonização mental, legitimam a luta armada de libertação dos povos, ucraniano e russo e são a antecâmara da compatibilidade com as mais legítimas aspirações de democracia, de liberdade e de paz dos povos europeus em consonância com todo o Sul Global!

A Rússia começou a assumir a sua IIª Grande Guerra Pátria!

Círculo 4F, Martinho Júnior, 8 de Maio de 2022, saudando o Dia da Vitória sobre os nazis.


Imagem: a Bandeira soviética sobre o Reichstag – https://averdade.org.br/?attachment_id=800

 

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