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Ucrania en sus últimos días. Martinho Júnior

 

A UCRÂNIA NOS SEUS ÚLTIMOS DIAS.

A INTEGRAÇÃO DA NOVA RÚSSIA NO ESPAÇO DA FEDERAÇÃO RUSSA, FORMALIZARÁ O FIM DA UCRÂNIA.

A GRANDE ARMADILHA GEOESTRATÉGICA DA EMERGÊNCIA MULTILATERAL ESTÁ EM CURSO.

Este é o 7º mês em que, pendularmente se aborda a luta armada de libertação na Ucrânia, na Europa e nos Estados Unidos.

Desta feita, os prognósticos para a sobrevivência do ente Ucrânia, vão passar da reserva “informal” para uma outra consistência histórica, em resultado da mudança de paradigma.

A libertação paulatina do hegemon unipolar está mais que nunca em cima da mesa!

O próximo inverno na Europa é uma outra primavera!

 

01-  A arquitectura da Operação Especial disposta à libertação do Donbass está à beira de acabar nos seus termos iniciais quando, por via de referendos, os seus componentes se integrarem na Federação Russa seguindo o exemplo da Crimeia, qualquer que seja a designação que nela vierem a assumir.

De certo modo neste 7º mês desde o início da libertação a 24 de Fevereiro de 2022, se fez uma espécie de compasso de espera, com um leque enorme de espectativas em animação, que resultou:

  • Na recuperação de alguns territórios por parte das forças ukronazis em função da reorganização, treinamento, ajuda no terreno e rearmamento propiciado pelo Pentágono e pelo zombi-híbrido EU/NATO, apesar das importantes (e traumáticas) perdas na infraestrutura e humanas;
  • No reequacionamento sob pressão do quadro sociopolítico no Donbass e em toda a Ucrânia;
  • Nas múltiplas implicações “em geometria variável” da luta armada de libertação no espaço do avassalado zombi-híbrido EU/NATO, em função das contradições internas, socioculturais, económicas e políticas agora radicalizadas;
  • Nas múltiplas implicações em relação à situação interna nos Estados Unidos, enquanto sustentáculo fulcral dos interesses hegemónicos da aristocracia financeira anglo-saxónica que foram decisores da expansão neoliberal desde a era Reagan-Thatcher com começo em 1991.

Está-se num muito acelerado período de transição.

A força galvanizadora da emergência multilateral através do seu próprio equacionamento (de que tivemos a reunião da Organização de Cooperação de Xangai em Samarcanda como o mais recente exemplo), mas também a ameaça imperial do “hegemon” no leste da Europa (Ucrânia como fulcro) e no Pacífico (Taiwan como fulcro), vai ser determinante para o fim da Ucrânia e as possibilidades de libertação da Europa em função da mudança de paradigma, com outras implicações também por todo o Sul Global.

Os Estados Unidos indiciam que paulatinamente se vão tornar num “último reduto” que poderá sofrer uma derrocada mergulhando em caos, em terrorismo e em desagregação, segundo o efeito-boomerang do que semeou, fez medrar e sustentou pelo Sul Global fora, desde o ataque atómico a Hiroshima e Nagasaki, já com o Japão imperial derrotado, em 1945.

Tal como haviam saído da região de Kiev, as forças armadas (limitadas) da libertação do Donbass saíram da região leste de Karkiv para uma nova frente que resta ainda consolidar no meridiano de Lyman (localidade a norte da área administrativa de Donetsk), diminuindo o escopo norte do arco militar, a fim de tentar reforçar o centro e o sul, em torno das Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk, assim como na “almofada amortecedora” a nordeste, norte e noroeste da Crimeia.

No cômputo geral é muito pouco para quem sabe que se está a travar também duma luta pela sobrevivência da Federação Russa!…

 

02- No último mês os ukronazis tentáculos do Pentágono e da EU/NATO, ganharam mais de 8.000km2 na região nordeste (região de Krakiv), estão sob constante pressão no leste (Donbass) e viram seu contra-ataque frustrado até ao momento a sudoeste, na região de Kherson, tudo isso com pesadas perdas que estão paulatinamente a contribuir para o esgotamento dos recursos “ocidentais”…

Os ukronazis apesar dos golpes nas comunicações, conseguiram reforçar o caldeirão da refrega, o que é sinónimo da insuficiente pressão das forças militares da Operação Especial, cujo número continua limitado e com conceitos de actuação que estimulam apenas a energia da libertação armada.

… As próprias Empresas Militares Privadas (mercenários) que “o ocidente” impulsionou a fim de operar melhor o recente armamento introduzido, pois os ukronazis não tiveram tempo suficiente para saber operar com eles ao nível das exigências, estão a sofrer contínuas perdas…

As perdas por km 2 ganho pelo campo “ocidental” são avassaladoras!

Uma parte do armamento introduzido e não for destruído nos campos de batalha, poderá fluir para outras latitudes e África não pode esquecer-se que, sendo considerada ultraperiferia económica do sistema do “hegemon”, está à mercê de novas ameaças de caos, de terrorismo e de desagregação, artificiosamente disseminadas, particularmente no leste do Congo, de onde estão a sair efectivos ucranianos que compuseram até agora os “capacetes azuis” da ONU na região.

Os Estados Unidos por via do AFRICOM, da 6ª Frota e mobilizando os vassalos do zombi-híbrido EU/NATO, estão apostados em fazer frente à emergência multilateral no continente, principalmente em relação às iniciativas russas e chinesas que dinamizam a emergência multilateral com acções que beneficiam os povos africanos.

Eles demonstram a mentalidade colonial de que estão imbuídos ao reciclarem a Conferência de Berlim, colocando-a conforme aos desígnios dos “straussianos” que tutelam a administração Biden, fazem por desconhecer as iniciativas de diálogo, de busca de consensos e de paz no continente (“coisa de africanos”) e indiciam estar dispostos à luta entre elefantes, pisando o capim!…

Indícios do conflito alastrar para lá da Ucrânia é o que há por demais!…

 

03- Referendos sobre a integração ou não na Federação Russa serão realizados nas regiões de Lugask e Donetsk, mas há indicadores que o mesmo se pretende fazer quer nas regiões de Zaporozhye e de Kherson, em todos os casos multiplicando o que foi feito com a Crimeia!

Quando isso se realizar e efectuar-se a integração, então é a Federação Russa que ficará encarregue noutros moldes vitais de sua própria segurança e sobrevivência face a um “ocidente” que apenas utiliza o território da Ucrânia como “capim”, (desde aliás a “revolução laranja” em 2004 w o golpe de EuroMaidan em 2014 que assim acontece) para alcançar mais uma vez os desígnios do império da hegemonia unipolar

O zombi-híbrido EU/NATO não quis saber das evidências histórico-antropológicas na imensa região entre os Urais e os Cárpatos e não consideraram a premente necessidade de gerar uma segurança vital comum com a Federação Russa, quando ela se tem sentido desde a era Reagan-Thathcer especialmente ameaçada!

Com os referendos a realizarem-se em finais do Outono e princípios de Inverno, subindo a parada militar por efeitos da defesa de território russo, uma ofensiva de grandes proporções está no horizonte cinzento, o que tornará ainda mais cinzento e frio a próxima invernia na Europa.

Consta em alguns círculos “ocidentais” que a Federação Russa começou a mobilizar efectivos provenientes da imensa região da Sibéria, tropas adaptadas às mais baixas temperaturas, que eventualmente substituirão os efectivos correntes até agora empenhados na libertação armada do Donbass.

Se a isso se juntar a receita de “desnazifixação” e “desmilitarização” da Ucrânia, de facto algo que tem tanto a ver com o carácter nazi do zombi-híbrido EU/NATO e do “hegemon” que o manipula, para além do fim da entidade Ucrânia, os povos europeus terão um ambiente que os motivará a reagirem contra as oligarquias que os conduziram para uma situação de retrocesso, em tudo análoga ou pior aos retrocessos que esses mesmos povos viveram por duas vezes durante o século XX!…

Círculo 4F, Martinho Júnior, 21 de Setembro de 2022.

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Imagem: Os EUA enfrentam um poço sem fundo de ajuda militar à medida que a crise na Ucrânia se arrasta? – Os EUA e o Ocidente podem ter, finalmente e embaraçosamente, descoberto qual lado caiu no atoleiro – https://www.globaltimes.cn/page/202207/1270260.shtml.

Textos a consultar:

 

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